Os bancos de leite humano dos hospitais Aroldo Tourinho, sediado em Montes Claros, e Senhora Santana, de Brasília de Minas, estão sendo contemplados com a disponibilização de R$ 180 mil, para cada instituição, destinados à qualificação dos serviços. Os municípios integram as áreas de jurisdição da Superintendência Regional de Saúde (SRS) de Montes Claros e à Gerência Regional de Saúde (GRS) de Januária, no Norte de Minas.
O repasse dos recursos aos fundos municipais de saúde das localidades que possuem instituições vinculadas à Rede Brasileira de Bancos de Leite Humano está previsto na Portaria 7.648, publicada pelo Ministério da Saúde no dia 31 de julho.
Neste ano, em todo o país, o investimento previsto é superior a R$ 40,6 milhões. No caso de Minas Gerais, além de Montes Claros e Brasília de Minas estão sendo contemplados com a disponibilização de recursos bancos de leite humano sediados em Belo Horizonte, Betim, Juiz de Fora, Passos, Ubá, Uberaba, Uberlândia, Varginha e Viçosa.
Ludmila Gonçalves Barbosa, referência técnica em saúde da mulher e da criança na Coordenadoria de Redes de Atenção à Saúde na Superintendência Regional de Saúde (SRS) de Montes Claros explica que “a qualificação dos bancos de leite humano visa garantir a qualidade e segurança dos serviços prestados, assegurando a coleta, processamento, armazenamento, controle de qualidade e distribuição do leite, além de promover e apoiar o aleitamento materno”
Além de recursos financeiros, as instituições recebem orientações sobre a adoção de normas técnicas para o funcionamento dos bancos de leite humano, incluindo a obrigatoriedade de licença sanitária e a realização de exames de saúde envolvendo os funcionários.
A autossuficiência dos bancos é avaliada anualmente, considerando a capacidade de atender às necessidades de recém-nascidos prematuros e de baixo peso, com base na quantidade de leite pasteurizado ou extraído da própria mãe.
A prestação de contas sobre a aplicação dos recursos será realizada por meio do Relatório Anual de Gestão, que deverá ser analisado pelo Conselho Municipal de Saúde da localidade onde a instituição está sediada.
Ludmila Barbosa lembra que “por meio da Resolução 8.467, publicada no dia 17 de novembro de 2022, a Secretaria de Estado da Saúde de Minas Gerais (SES-MG) repassa recursos de custeio para os bancos de leite humano e postos de coleta em todas as regiões do estado. No Norte de Minas, além dos hospitais Aroldo Tourinho e Senhora Santana, também são contemplados em Montes Claros a Santa Casa e os hospitais Universitário Clemente de Faria e das Clínicas Dr. Mário Ribeiro da Silveira; e o Hospital Dr. Moisés Magalhães, sediado em Pirapora. O recurso é repassado quadrimestralmente a partir do monitoramento de indicadores”.
AGOSTO DOURADO Neste ano, o slogan da Semana Mundial do Aleitamento Materno (1º a 7 de agosto) é: “Priorize a Amamentação: Crie Sistemas de Apoio Sustentáveis”. A mensagem reforça a campanha do “Agosto Dourado” convidando governos, instituições, profissionais de saúde e famílias a fortalecerem as redes que tornam possível o início saudável da vida.
Entre os benefícios da amamentação está o fato de o leite materno ser um alimento completo em nutrientes, tendo os mais importantes minerais, vitaminas, gordura e aminoácidos. Ele também contém nucleotídeos (que fornecem as bases para o DNA); carboidratos (que dão energia); fatores de crescimento (substâncias que auxiliam na maturação da mucosa intestinal); e fatores antimicrobianos (utilizados pelo sistema imunológico para identificar e neutralizar partículas estranhas).
O leite materno também, por ser rico em anticorpos, protege a criança de muitas doenças como diarreia, infecções respiratórias, alergias. Ainda diminui o risco de hipertensão, colesterol alto, diabetes e obesidade. Por outro lado, sugar o peito é um excelente exercício para o desenvolvimento da face da criança; ajuda a ter dentes bonitos, a desenvolver a fala e a ter uma boa respiração.
“Para a mãe o aleitamento traz uma série de benefícios: reduz o peso mais rapidamente; diminui o risco de anemia, de diabetes e do desenvolvimento de câncer de mama e de ovário e pode ser um método natural para evitar uma nova gravidez”, observa a referência técnica.