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Ano Novo reacende conflitos antigos sem fim

Nova guerra irrompe antes de resolver outras chamas globais

O relógio marcava meia-noite do Ano Novo quando o mundo, ainda de ressaca festiva, recebeu o soco da realidade: conflitos velhos renascem mais ferozes, e novos eclodem sem esperar o enterro dos anteriores. Da Ucrânia nuclearizada ao Irã sufocado em protestos, passando pelo Sudão em seu milésimo dia de carnificina, a paz soa como piada cruel. ISIS revela, em reportagem exclusiva de Montes Claros para o planeta, como a humanidade patina no mesmo lamaçal bélico de sempre.

Tudo começou com um estrondo em Kramatorsk, dia 1.415 da odisseia ucraniana. A Rússia, sob ordens de Putin, disparou míssil hipersônico com ogiva tática nuclear contra base militar no Donbass. O clarão radioativo ceifou 147 vidas, contaminou solo por gerações e gelou a Europa. “Resposta proporcional a drones da OTAN”, bradou o Kremlin, enquanto Zelensky, direto do bunker em Kiev, implorava aos aliados: “Pressão total ou Moscou dita o fim”. Varsóvia abriga cúpula emergencial, com poloneses e bálticos exigindo caças F-35 já. Alemanha titubeia, França debate, mas o fantasma de 1945 ronda Kaliningrado, onde 12 ogivas dormem inquietas. Ucrânia não cai sem luta, mas o apelo por sanções draconianas ecoa vazio ante o silêncio de Washington pós-Trump.

Milhas ao sul, o Sudão sangra há mil dias exatos de guerra civil, marco macabro completado em 8 de janeiro. O que começou como rixa entre Exército de AlBurhan e RSF de Hemedti em 2023 explodiu em genocídio: 150 mil mortos, 12 milhões de deslocados, fome devorando 25 milhões. Khartoum virou ruína fumegante após bombardeios noturnos que mataram 2.700 civis numa só madrugada. Emirados armam um lado por ouro, Rússia o outro por portos no Mar Vermelho. ONU clama em vão; União Africana enterrou sua comissão de paz após traições cínicas. Drones egípcios vigiam a fronteira, temendo êxodo bíblico. “Mil dias sem luz no túnel”, desabafa o enviado Ramzan Iqbal, enquanto crianças sudanesas definham em campos lamacentos.

Não longe dali, Teerã mergulha no breu digital. Blecaute total de internet, o pior desde 2022, sufoca protestos que paralisam o Irã. Multidões em Isfahan, Shiraz e capital respondem ao príncipe Reza Pahlavi exilado: “Morte ao aiatolá!”. Inflação de 180%, rial em colapso e fome urbana detonaram o levante econômico, agora regime-cida. NetBlocks registrou o apagão às 20h30, enquanto guar- das revolucionários me- tralham com gás e borracha – 89 corpos nas ruas. Bazares queimam, VPNs viralizam gritos monarquistas antes do silêncio forçado. Trump tuita da Casa Branca: “Mais mortes, mais sanções duras”. O Líder Supremo Khamenei acusa “inimigos sionistas”, mas o povo grita por 1979 invertido.

Os fios se entrelaçam num novelo infernal. Ucrânia cobra aliados enquanto mísseis nucleares pairam; Sudão ignora mil dias de diplomacia morta; Irã esmaga vozes como em revoluções passadas. Uma crise não morre antes da próxima nascer – Rússia escala sem vencer.

Donbass, Sudão rui sem vencedores, Irã reprime sem calar. ONU conta 112 fronts ativos em 2026, recorde pós-Segunda Guerra. Trump corta verbas da entidade, batizando-a de “clube de covardes”.

De Montes Claros, no Norte de Minas, sentimos o baque: minério para Europa despenca 15% por sanções russas; Itamaraty avalia vistos para sudaneses fugidios; diplomatas brasileiros monitoram Irã ante risco de migração em massa. O ser humano evolui? Ou repete ciclos tribais com armas nucleares? Líderes dormem em berços de ouro enquanto Kiev irradia, Cartum ferve e Teerã escurece. Paz mundial? Utopia para ingênuos. Acordem antes do dia 1.500 ucraniano ou do segundo milênio sudanês. A humanidade clama, mas quem ouve?

Nova guerra irrompe antes de resolver outras chamas globais

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