Cotação da carne e do bezerro sobem, enquanto custos de alimentação registram queda
O mercado da pecuária de corte brasileira encerrou a penúltima semana de outubro impulsionado por altas expressivas e recordes históricos nas principais praças do país. Relatório divulgado pela consultoria Agrifatto aponta que a arroba do boi gordo registrou a oitava semana consecutiva de valorização, atingindo o pico diário de R$ 381,40 em São Paulo pelo indicador Cepea — a maior marca nominal de sua série histórica. A média semanal paulista consolidou-se em R$ 380,70, enquanto a média de 17 praças monitoradas no país alcançou R$ 383,71.
O movimento de alta também se estendeu com intensidade ao mercado de reposição. Em Mato Grosso do Sul, o indicador do bezerro atingiu R$ 3.518,84 por cabeça ao final da semana, registrando a cotação média diária de R$ 18,23 por quilo de peso vivo. No atacado, a carne bovina de carcaça casada acompanhou o ritmo aquecido da demanda interna e das exportações, fechando cotada a R$ 25,93 por quilo, o que representa um avanço de 0,68% em relação ao período anterior.
O grande diferencial do momento para o pecuarista reside na combinação favorável entre a valorização dos animais e o alívio nos custos de produção. O preço do milho recuou pela quarta semana seguida, cotado a R$ 64,38 a saca de 60 kg, menor patamar desde julho. Com isso, uma arroba de boi gordo passou a comprar 5,91 sacas do cereal, alcançando a melhor relação de troca da década. O farelo de soja também recuou para R$ 2.155,57 por tonelada, favorecendo as margens de confinadores e recriadores em todo o país.