Agressão a vereadora e jornalista mobiliza Polícia Federal e instituições
A reta final do segundo turno em Montes Claros foi marcada por episódios de violência política na noite do último sábado (24), na Avenida Deputado Esteves Rodrigues (Sanitária). A vereadora Professora Iara Pimentel (PT) foi atingida por um objeto arremessado contra o carro de som em que estava, sofrendo ferimentos na cabeça que exigiram socorro do SAMU e internação na Santa Casa. No mesmo local, o jornalista Christiano Lorenzato foi agredido por manifestantes enquanto cobria os atos. Diante dos fatos, a Polícia Federal foi acionada para conduzir as investigações.
A escalada de intolerância provocou reação de órgãos oficiais e entidades comunitárias. Em nota oficial, a Câmara Municipal de Montes Claros destacou que “repudia todo e qualquer ato de violência e aguarda a devida apuração dos fatos, com a responsabilização dos envolvidos”. Por sua vez, a Procuradoria da Mulher do Legislativo ressaltou que “a violência não pode ser instrumento de manifestação política”, reafirmando o compromisso com o enfrentamento a agressões contra mulheres no ambiente político.
A Prefeitura de Montes Claros também manifestou repúdio aos atos, afirmando que “o debate público deve permanecer pautado pelo diálogo, pela civilidade e pela discussão de propostas que contribuam para o progresso da cidade e o bem comum”. Em desabafo sobre o ataque sofrido no exercício da profissão, o jornalista Christiano Lorenzato criticou a hostilidade contra comunicadores: “Não se pode permitir que, ao fotografar, filmar e colher depoimentos, o profissional se transforme em um alvo”. O profissional confirmou acionamento ao Sindicato dos Jornalistas de Minas Gerais em Belo Horizonte.
Para o eleitorado e as lideranças do Norte de Minas, os atos de hostilidade acendem um sinal de alerta sobre a urgente necessidade de preservar as garantias democráticas. A atuação da Polícia Federal reforça que a violência contra parlamentares e comunicadores extrapola a disputa partidária, exigindo punição rigorosa dos agressores para que a civilidade volte a prevalecer no semiárido.
