Atividade empresarial recua na Franca enquanto o bloco tenta negociar a paz
A Europa enfrenta um cenário de acentuada deterioração econômica, convulsão social e instabilidade geopolítica. Na França, uma nova onda de protestos contra a escalada do custo de vida levou mais de 500 mil pessoas às ruas, culminando em episódios de violência urbana, mais de duas mil prisões e na mobilização emergencial de 70 mil agentes de segurança. O clima de instabilidade social e a forte pressão sobre as finanças públicas refletiram-se no desempenho do setor produtivo francês, com o Índice de Gerentes de Compras (PMI) composto recuando para 48,4 pontos em outubro, confirmando a retração na atividade empresarial e ampliando as incertezas políticas antes da eleição presidencial de 2027.
O descontentamento popular com a inflação e a disparada nos preços da energia não se limita ao território francês. Bloqueios e manifestações de rua espalharam-se por Itália, Portugal, Espanha, Bélgica e Polônia, impulsionados pelo aumento de 31,4% nas cotações dos combustíveis na União Europeia durante o mês de setembro. Esse cenário de acentuada degradação do poder de compra atua como combustível para o avanço da extrema direita no continente, que amplia sua base eleitoral ao explorar a insatisfação social com a crise energética.
No front geopolítico, as tensões no Leste Europeu ganham novos desdobramentos diplomáticos e militares. A União Europeia e a Romênia acusaram a Rússia por um novo ataque com drone contra um navio mercante no Mar Negro, que resultou no naufrágio da embarcação e deflagrou operações de resgate na costa romena. Em paralelo, governos europeus cobram maior participação nas negociações de paz, no momento em que Moscou e Kiev anunciaram a troca de 270 prisioneiros e agendaram conversações diretas mediadas pelos Estados Unidos para o mês de novembro em Abu Dhabi.
