Euclydes Pettersen e Carlos Henrique garantiram a sustentação legal do projeto
A vitória eleitoral de Cleitinho Azevedo (Republicanos) ao Governo de Minas é fruto da união entre o apelo de rua e uma densa articulação de bastidores. Enquanto a campanha percorria o estado, dois nomes atuaram como arquitetos institucionais do projeto: o deputado federal Euclydes Pettersen e o deputado estadual Carlos Henrique. A atuação da dupla foi decisiva para viabilizar e garantir a sustentação jurídica da candidatura.
O momento crítico ocorreu em agosto, quando a candidatura esteve sob risco após o falecimento do irmão do senador. Abalado, Cleitinho cogitou desistir da disputa, gerando receio na cúpula do Republicanos. Diante da pressão do calendário, Pettersen e Carlos Henrique viajaram a Brasília para reunião com o presidente da sigla, Marcos Pereira. A dupla convenceu a direção nacional a manter o projeto, argumentando que a força de Cleitinho impulsionaria votações históricas para as bancadas de deputados.
No comando do Republicanos em Minas, Pettersen foi o operador que estruturou a sigla no estado, garantindo alianças e o tempo de rádio e TV essenciais para a chapa. Na reta final do primeiro turno, ao virar alvo de ataques da oposição por apurações que nega categoricamente, Euclydes foi mantido por Cleitinho com declarações públicas de gratidão pela lealdade na construção do projeto.
Por sua vez, o deputado Carlos Henrique atuou como ponte institucional. Enquanto Cleitinho mantinha o tom informal nas redes, Carlos Henrique operou na Assembleia Legislativa (ALMG) e junto a lideranças evangélicas e conservadoras, conferindo seriedade e previsibilidade política ao projeto de governo.
Para o eleitorado do Norte de Minas, Noroeste e Vales, a articulação de Pettersen e Carlos Henrique evidencia a relevância da sustentação de bastidor para a governabilidade nos Geraes. O arranjo constrói pontes na ALMG e em Brasília para impulsionar pautas de segurança hídrica e infraestrutura no semiárido.