Pesquisadoras da Epamig alertam para impactos das chuvas intensas no campo
A colheita de café desta temporada em Minas Gerais foi marcada por um cenário atípico de chuvas intensas, impondo barreiras extras aos produtores rurais e impactando o manejo dos cafezais. Especialistas da Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (Epamig) alertam que a umidade excessiva registrada nos momentos de maturação e catação exige um rigor técnico redobrado nas fases de secagem e armazenamento para evitar perdas de qualidade e garantir a sanidade dos grãos.
De acordo com as pesquisadoras da instituição, o trabalho realizado no campo precisa ter continuidade contundente nas etapas posteriores de pós-colheita. Fatores como o controle rigoroso da umidade residual, o armazenamento adequado em paióis ou silos limpos e a prevenção contra fungos e impurezas são determinantes para que o café chegue ao mercado consumidor nacional e internacional com suas características sensoriais de aroma, sabor e a segurança alimentar devidamente preservadas.
O alerta reforça o papel estratégico da pesquisa científica e da assistência técnica no apoio aos cafeicultores mineiros, sobretudo diante das variações climáticas cada vez mais frequentes. Com orientações precisas sobre o manejo e o processamento dos grãos, a Epamig busca mitigar os reflexos negativos do clima adverso, assegurando que a cafeicultura do estado mantenha sua competitividade, sua reputação de excelência e o alto padrão de seus cafés especiais nos principais mercados globais.