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Impacto sentido pela campanha de Flávio com novas revelações com Vorcaro

Aliados do senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) começam a admitir, nos bastidores, que as novas revelações sobre sua relação com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro já provocam “impactos diretos” na campanha. Apesar do sinal de alerta, integrantes do entorno do presidenciável avaliam que o “efeito será passageiro” e, por enquanto, descartam mudanças de estratégia.

A preocupação ganhou força após a retirada do sigilo de documentos que colocam Flávio diretamente nas tratativas envolvendo recursos destinados ao Dark Horse, filme sobre a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro. A Polícia Federal aponta o senador como “interlocutor direto” de Vorcaro e registra cobranças por pagamentos, contatos telefônicos e possíveis encontros presenciais entre os dois.

Entre os episódios identificados pela investigação está um áudio enviado por Flávio em setembro de 2025 no qual o senador cobra recursos prometidos para a produção. A PF também identificou uma ligação entre os dois no mesmo período em que ocorreu uma remessa de US$ 1,66 milhão ao exterior relacionada ao projeto. A proximidade temporal é um dos elementos investigados, mas, isoladamente, não demonstra que Flávio tenha determinado ou intermediado a transferência.

Justamente a exposição desses contatos que passou a ser acompanhada com maior atenção pelo entorno do candidato. Até então, aliados apostavam que a crise envolvendo Vorcaro atingiria principalmente integrantes do Judiciário e poderia ser explorada politicamente pelo bolsonarismo. A entrada do primogênito de Jair no centro das revelações, porém, tornou o cálculo mais complexo.

Mesmo assim, interlocutores do senador sustentam que o desgaste tende a perder força com o avanço da campanha. A principal preocupação está na possibilidade de novos documentos ampliarem o que já se conhece sobre a participação de Flávio nas negociações com Vorcaro e prolongarem o assunto justamente na reta final da disputa presidencial.

PF apura tráfico de influência em tribunais superiores PF apura crimes de corrupção e tráfico de influência ligados a emendas parlamentares; investigados teriam negociado resultados de processos

A Polícia Federal deflagrou a terceira fase da Operação Transparência nessa segunda-feira (14/9). A ação apura possíveis crimes de exploração de prestígio, tráfico de influência, corrupção passiva e lavagem de dinheiro.

Policiais federais cumprem quatro mandados de busca e apreensão no Distrito Federal e em São Paulo, expedidos pelo Supremo Tribunal Federal. A operação é um desdobramento de uma investigação iniciada em dezembro de 2025 sobre irregularidades na destinação de emendas parlamentares.

As investigações indicam que integrantes do grupo teriam negociado o pagamento de valores expressivos com terceiros. Os pagamentos estariam condicionados ao resultado de processos em andamento, sob o pretexto de influenciar decisões judiciais.

Segundo a apuração, não há elementos que indiquem a participação de integrantes do Poder Judiciário nos fatos investigados.

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