Segundo a última atualização do Monitor de Secas, entre junho e julho, em termos de severidade da seca, houve uma intensificação do fenômeno em 12 unidades da Federação: Alagoas, Amazonas, Bahia, Espírito Santo, Goiás, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Paraíba, Pernambuco, Rio de Janeiro, Sergipe e Tocantins. No sentido oposto, a seca se abrandou no mês passado em São Paulo. Em nove estados o fenômeno ficou estável em termos de severidade nesse período: Acre, Ceará, Maranhão, Pará, Paraná, Piauí, Rio Grande do Norte, Rondônia e Roraima. No último mês a seca voltou a ser verificada em Mato Grosso. Já o Rio Grande do Sul e Santa Catarina passaram a ficar livres de seca e se juntaram ao Amapá e ao Distrito Federal nessa condição.
Considerando as cinco regiões geopolíticas acompanhadas pelo Monitor de Secas, o Sudeste teve, em junho, o quadro mais severo do fenômeno no País com seca grave em 2% da região. Já o Sul teve a condição mais branda do fenômeno no último mês. Entre junho e julho, a região com menor percentual de área com seca também foi o Sul: 4%. Já o Sudeste teve a maior porção percentual com presença do fenômeno: 89% de sua área.
Na comparação entre junho e julho, 17 estados registraram aumento da área com seca: Acre, Alagoas, Amazonas, Bahia, Goiás, Maranhão, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rondônia, Roraima, Sergipe e Tocantins. No sentido oposto, o Monitor identificou diminuição da área com seca em dois estados: Paraná e São Paulo. Em outros três estados, a área com seca se manteve estável: Ceará, Espírito Santo e Pará. Mato Grosso voltou a registrar seca em julho. Por sua vez, o Rio Grande do Sul e Santa Catarina se tornaram livres de seca e se juntaram ao Amapá e ao Distrito Federal nessa condição no último mês.
Três unidades da Federação registraram seca em 100% do território em julho: Acre, Espírito Santo e Minas Gerais. Nos demais estados com registro do fenômeno, os percentuais variaram de 7% a 95%.
Com base no território de cada unidade da Federação acompanhada, o Amazonas lidera a área total com seca de julho, seguido por Minas Gerais, Bahia, Pará e Goiás. No total, entre junho e julho, a área com o fenômeno aumentou de 3,79 para 4,43 milhões de km², o equivalente a 52% do território brasileiro.