As forças de segurança de Minas Gerais concluíram a transferência de Marcelo Bozó, de Juiz de Fora, Marcelo José de Moraes Pinto, 57 anos, apontado como um dos integrantes da “cúpula” do Comando Vermelho (CV), transferiram-lhe para presídio federal de Campo Grande – Mato Grosso do Sul.
Ele é líder de uma das maiores facções criminosas do país, para uma unidade prisional no estado. Considerado de alta periculosidade, o mineiro foi trazido de um presídio em Bangu, no Rio de Janeiro, de onde, segundo apurado com fontes ligadas à investigação, ainda conseguia gerir atividades da facção no início deste ano.
Bozó é apontado como integrante do Conselho Permanente do Comando Vermelho (CV). Ele acumula diversas passagens pelo sistema prisional desde 1997 e, em uma das condenações, por exemplo, recebeu pena superior a 70 anos de prisão por tráfico de drogas e lavagem de dinheiro. Segundo o secretário de Estado de Justiça e Segurança Pública, Rogério Greco, foi feito um pedido para que ele seja encaminhado a uma unidade prisional federal.
“Agora, conseguimos recambiar uma das maiores lideranças do Comando Vermelho, que é o Bozó. Ele já chegou a Minas e foi novamente transferido para uma unidade federal”, afirmaram anteontem, na região e em Montes Claros, Rogério Greco da Sejusp e a diretoria da Penitenciária de Francisco Sá. O secretário acrescentou que o estado trabalha em um projeto para destinar seis unidades prisionais exclusivamente a presos faccionados, principalmente integrantes do Comando Vermelho (CV), do Primeiro Comando da Capital (PCC) e do Terceiro Comando Puro (TCP).
“Se já tivéssemos essas unidades em funcionamento, não haveria sequer a necessidade dessa transferência do Bozó para um presídio federal. E isso vai acontecer muito em breve”, completou. Só em 2025, o estado prendeu 659 integrantes de facções criminosas com mandados de prisão em aberto. Agora, a Sejusp adotou medidas enérgicas para evitar contatos das facções naquele presídio na região norte-mineira.
O governo de Minas divulgou também um balanço das ações de combate às grandes facções nacionais no território mineiro, com destaque para operações integradas, ações de inteligência e o uso estratégico da tecnologia. Segundo os dados, a atuação de estruturas como o Grupo Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gerco) permitiu isolar lideranças, identificar 659 foragidos ligados a organizações criminosas e bloquear ativos financeiros. Desde o início do ano, cerca de 2,2 mil operações de inteligência foram realizadas com esse foco.