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Minas antecipa resposta a pico de doenças respiratórias

O Governo de Minas, por meio da Secretaria de Estado de Saúde (SES-MG) e da Fundação Hospitalar do Estado de Minas Gerais (Fhemig), antecipou medidas para enfrentar o aumento das doenças respiratórias e reforçar o atendimento, principalmente às crianças, nas próximas semanas. A estratégia, apresentada nessa quarta-feira (1º/4), em Belo Horizonte, inclui ampliação de leitos, reforço de equipes e intensificação da vacinação em todo o estado, diante da previsão de aumento mais intenso dos casos nas próximas semanas.

“Nosso foco é garantir atendimento para quem mais precisa, especialmente os casos graves. O paciente que nos preocupa é aquele com falta de ar, que precisa de cuidado especializado. Para esses, a rede precisa estar pronta”, afirmou o secretário de Estado de Saúde, Fábio Baccheretti. No Hospital Infantil João Paulo II (HIJPII), referência pediátrica em Belo Horizonte, serão sete novos leitos de UTI.

“Esses leitos já entram em operação em poucas horas. Assim que saírmos daqui, eles já estarão disponíveis para regulação e internação”, explicou o secretário. Também serão abertos 19 leitos de enfermaria, dois consultórios para atendimento de urgência, oito leitos na Sala de Decisão Clínica e mais cinco pontos na sala de medicação.

A unidade também recebeu reforço na equipe, com a chegada de 150 novos profissionais, entre eles 34 médicos, 10 enfermeiros, 69 técnicos de enfermagem e 18 fisioterapeutas respiratórios.

O aumento da demanda ocorre tradicionalmente entre março e maio, período em que o hospital registra crescimento de até 47% nos atendimentos de pronto-socorro e 40% nas internações.

O crescimento dos casos de doenças respiratórias já é observado em diversas regiões do estado, com destaque para o Norte e o Leste de Minas. A ampliação da rede hospitalar no interior tem contribuído para reduzir a pressão sobre Belo Horizonte.

“Hoje a capital não recebe mais aquela pressão de antes, porque o interior tem mais leitos de alta complexidade. Tivemos um crescimento robusto de CTI em todo o estado”, afirmou o secretário.

Ele citou avanços em regiões como Governador Valadares e Caratinga, além da previsão de abertura de novos leitos no Hospital Regional deTeófilo Otoni entre maio e junho. “Todos vamos viver esse momento de maior pressão por doenças respiratórias, como acontece todo ano. Mas hoje temos uma estrutura muito mais preparada e não vamos passar por situações que já vimos no passado”, completou.

A vacinação segue como a principal estratégia para reduzir casos graves e internações. Minas já distribuiu cerca de 1,5 milhão de doses contra a gripe para todos os municípios. O Estado também prepara novas remessas e mantém a mobilização para ampliar a cobertura, incluindo o Dia D de vacinação, marcado para 11/4.

“Vacina boa não é na geladeira do posto, vacina boa é no braço. Não adianta correr atrás do prejuízo depois”, afirmou Baccheretti. Além da influenza, o calendário inclui imunizantes importantes para prevenção de doenças respiratórias, como covid-19, pneumocócica e Haemophilus influenzae tipo b (Hib).

Neste ano, também foram incorporadas novas estratégias, como a vacinação de gestantes contra o vírus sincicial respiratório e o uso do anticorpo monoclonal nirsevimabe para crianças com maior risco.

A Secretaria de Estado de Saúde ativou a Sala de Monitoramento dos vírus respiratórios, que acompanha em tempo real os dados de casos, internações e ocupação de leitos em todo o estado.

A estratégia permite decisões mais rápidas, como abertura de novos leitos e reorganização da rede. Além do João Paulo II, outras unidades da rede Fhemig já operam com capacidade ampliada, como o Hospital Júlia Kubitschek e o Eduardo de Menezes, que podem abrir novos leitos de terapia intensiva conforme a necessidade.

Para sustentar a operação durante o período sazonal, o Governo de Minas investe R$ 15 milhões na ampliação da assistência desses hospitais, incluindo a Maternidade Odete Valadares.

“Esse recurso é para garantir equipe, insumos e medicamentos. Com mais leitos, temos mais consumo e precisamos manter a qualidade do atendimento”, explicou Baccheretti.

Até o momento, Minas Gerais registrou 6.189 notificações de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) hospitalizada, sendo 323 por covid-19, 250 por influenza e 120 por vírus sincicial respiratório.

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