[views count="1" print="0"]

Pessoas com autismo poderão ter lugar reservado em estádios

Pelo texto, o PL vale para estádios de futebol e arenas desportivas com capacidade superior a 10 mil lugares

Estádios de futebol e arenas desportivas deverão reservar lugares e condições apropriadas para o atendimento de pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA), aprovou nessa quarta-feira (4) a Comissão de Direitos Humanos (CDH). Projeto com esse objetivo, o PL 4948/2025, do senador Plínio Valério (PSDB-AM), teve relatório do senador Bruno Bonetti (PL-RJ), e segue para análise da Comissão de Esporte (CEsp).

Pelo texto, estádios de futebol e arenas desportivas com capacidade superior a 10 mil lugares deverão destinar 10% dos assentos reservados a autistas e seus acompanhantes, com no mínimo 2% do total destinados à capacidade total, respeitando-se o mínimo de 10 assentos. Se esse número não for preenchido por pessoas com TEA até 10 minutos antes do início do evento, eles poderão ser liberados ao público geral.

Ainda pela proposta, os assentos reservados terão acesso facilitado e sinalização acessível. O acompanhante terá assegurado o assento vizinho à pessoa com TEA. Os ingressos para os locais apropriados deverão estar disponíveis tanto na bilheteria física quanto na plataforma digital, com prioridade e direito a acompanhante, sem custo adicional além do legalmente previsto.

Para utilização dos assentos reservados poderá ser exigida a comprovação da condição de pessoa com TEA, mediante apresentação de um dos seguintes documentos: laudo médico, carteira de identificação da pessoa com TEA (Ciptea) ou outro documento oficial que venha a ser criado.

O texto estabelece que o descumprimento da lei será considerado crime de discriminação contra pessoa com deficiência, punido de acordo com a Lei Brasileira de Inclusão (Lei 13.146, de 2015). A pena é de reclusão, de 1 a 3 anos, além de multa.

Os estádios ou arenas desportivas também terão que cumprir com as seguintes obrigações: oferecer, sempre que tecnicamente viável, sala de descompressão ou espaço de regulação sensorial; permitir entrada e saída diferenciadas para evitar aglomerações; disponibilizar abafadores de ruído; fornecer mapa sensorial das instalações; treinar equipes de atendimento, segurança e bilheteria em protocolos de acolhimento e manejo de crises sensoriais.

Relator, senador Bruno Bonetti disse que a proposta garante a esse público a oportunidade de desfrutar de eventos esportivos com tranquilidade ou com os devidos gatilhos, como sons altos e luzes intensas, que são causas de alguns casos com TEA.

Ele apresentou emenda para acrescentar outras obrigações. A de proibir o uso de sinalizadores e dispositivos pirotécnicos com brilho muito intenso na sua proximidade, ou com estampido. E a de impedir a incidência de luzes fortes, como lasers ou holofotes, focalizadas diretamente sobre a área reservada para pessoas com TEA.

“Ao longo do texto, há regras claras para que pessoas com TEA possam vivenciar a experiência de torcer sem barreiras físicas, sensoriais, atitudinais ou de qualquer outra espécie”, defendeu Bonetti.

Outra modificação feita pelo relator foi aumentar o número de assentos reservados às pessoas com TEA. O projeto inicial previa 0,2% da capacidade dos estádios, mas Bruno Bonetti aumentou essa proporção para 2%.

Ele também retirou o dispositivo que previa prazo de 180 dias para o Executivo regulamentar a lei, mas manteve o prazo de 24 meses depois da regulamentação para os estádios se adequarem às novas regras.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Recomendadas a você

LULA CUPULA
Lula leva agenda climática ao centro do G7
stf x bigtechs
STF impõe novas regras e amplia dever das plataformas
Professores doutores denunciam salários defasados da Unimontes
Projeto de Lei propõe nomeação de reitor da Unimontes pelo voto direto
CONGRESSO
Mulheres ainda ocupam menos de 20% do Congresso Nacional
LDO - AUDIENCIA PUBLICA
LDO projeta orçamento de R$ 3,3 bilhões para 2027
Screenshot_22
Entrega de máquinas reforça municípios da região
Deputado Carlos Pimenta
Deputado se reúne com secretário de Saúde em Minas
01 - FCA - VLI
Proposta final para concessão da FCA inclui corredor ferroviário Minas–Bahia
Renatura lização de rios é estratégia contra enchentes nas cidades
Funasa e Ministério firmam acordo para levar água a quilombolas
Prefeitura leva cidadania e serviços públicos
Governo mineiro divulga lista de agraciados com a Medalha da Inconfidência
Eduardo Cunha avança e articula base na região
Câmara Municipal concede título de Cidadão Honorário a Tampinha
ZEMA ANTECIPA SAÍDA E ENTRA NO JOGO PRESIDENCIAL
Ano Novo reacende conflitos antigos sem fim
Guilherme Abrantes eleito presidente da FIEMG  
Royalties de Usina em litígio judicial 
Montes Claros avança na eletrificação do transporte 
Ferro-gusa de Sete Lagoas escapa do tarifaço 
Sistema Faemg Senar lança 1º Relatório de Sustentabilidade