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Plano frustrado leva Direita a cancelar caravana em Brasília

O engajamento de líderes e entusiastas transforma a caminhada em um movimento que pede por mudanças institucionais

Apenas um micro-ônibus com saída prevista de Montes Claros neste sábado com 30 pessoas foi confirmado

O que começou como um ato isolado de resistência física e política do deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) transformou-se, ao longo desta semana, em um catalisador para a oposição brasileira. Partindo de Paracatu, Noroeste de Minas, na última segunda-feira (19), a “Caminhada pela Liberdade” vai percorrer 234 quilômetros até Brasília, carregando pautas que vão do protesto contra o Supremo Tribunal Federal (STF) à indignação com a prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro. Em Janaúba, foi cancelada a viagem da Caravana Acorda, Brasil que estava prevista para sair daquela cidade rumo à Brasília.

À medida que o grupo se aproxima da capital federal, o movimento ganha corpo com a adesão de lideranças regionais e caravanas organizadas, especialmente do Norte de Minas, consolidando o papel do estado como um epicentro da mobilização.

Para quem acompanha a jornada sob o sol do Cerrado, o cansaço físico é visto como um ativo político. O vereador de Janaúba, Samuel Caires (PL), o segundo mais votado, que já está em seu quarto dia junto à marcha, descreve a experiência como uma ferramenta que tem como objetivo despertar o povo brasileiro.

“O fator decisivo é entender a necessidade de despertarmos a população diante de todos os escândalos que estamos vivendo, como os casos do Banco Master e o rombo do INSS”, afirmou Caires, em consonância com o assessor Samuel Caires.

Para o parlamentar municipal, o número de adeptos que estão em marcha, traduzem a magnitude do ato. “Esse movimento começou apenas com o Nikolas e agora já são milhares de pessoas aqui. Além disso, há uma perspectiva de que haja muita gente em Brasília. Ele enfatiza que essa adesão popular é o termômetro do sucesso. “Quanto mais pessoas caminhando, mais força demonstramos. O poder, como diz a Constituição, emana do povo’’.

MONTES CLAROS NA ROTA DA OPOSIÇÃO

A mobilização não se restringe aos acostamentos das rodovias. Em Montes Claros, a articulação liderada por Eric Master – estudante de Direito e assessor do deputado Junio Amaral (PL) – e por Matheus Maynart, reuniu um contingente de 33 pessoas em uma caravana que integra cidadãos de mais de seis cidades do Norte de Minas.

Para Master, a “vitória” deste domingo não será medida apenas por espaço na mídia, mas pela quebra da apatia social. “Este movimento existe para romper a inércia que tomou conta do país. O objetivo central é reacender a participação popular”, explica o estudante.

A oposição busca transformar o suor da caminhada em resultados institucionais concretos. Eric Master detalha que o pós-manifestação já possui uma agenda definida, que inclui a mobilização pela derrubada do veto ao PL da Dosimetria, a cobrança pela abertura de CPMIs sobre escândalos financeiros recentes e a expansão do movimento para as prefeituras, preparando o terreno para os próximos pleitos.

A pauta dos manifestantes é extensa e toca em pontos sensíveis do debate público atual: as prisões decorrentes dos atos de 8 de janeiro, a atuação do ministro Alexandre de Moraes e as denúncias de censura em redes sociais. No entanto, o argumento central da caravana reside na comparação de apoio popular.

“O governo atual não tem povo nas ruas. O 7 de Setembro evidenciou isso: Lula não promove manifestações espontâneas”, dispara Eric Master. Para ele, a ocupação do espaço público é a peça final do tabuleiro para o futuro: “Estamos pavimentando o caminho para a disputa presidencial de 2026. O Brasil será nosso”.

O encerramento da caminhada neste domingo (25) promete ser mais do que um ato de apoio a Nikolas Ferreira. Será o teste de fogo para a capacidade da direita brasileira em manter sua base mobilizada e influente, mesmo fora do período eleitoral.

Neste domingo, ao cruzarem os limites do Distrito Federal, os manifestantes não estarão apenas encerrando um percurso de 234 quilômetros. Estarão entregando uma mensagem direta ao Planalto e ao STF: a de que a polarização brasileira não dá sinais de cansaço e que a corrida para 2026 já começou.

O engajamento de líderes e entusiastas transforma a caminhada em um movimento que pede por mudanças institucionais

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