Governo lança plano de contingência
Com o objetivo de manter o registro de zero casos em 2026, o Governo de Minas Gerais deflagrou um plano de contingência para o período sazonal de maior transmissão da febre amarela. A estratégia, coordenada pela Secretaria de Estado de Saúde (SES-MG), foca na capacitação imediata de profissionais e no aporte financeiro para municípios, garantindo que a rede assistencial esteja preparada para diferenciar a doença de outras arboviroses, como a dengue.
FOCO REGIONAL
Nesta semana, a Força Estadual do SUS realiza uma força-tarefa de oficinas técnicas para médicos e enfermeiros em polos estratégicos. O cronograma atende Uberaba, Unaí e Juiz de Fora entre terça (20/1) e quarta-feira (21/1), seguindo para Uberlândia e Ituiutaba na quinta (22/1) e sexta-feira (23/1).
As regiões do Triângulo, Noroeste e Zona da Mata são tratadas como prioridade epidemiológica. Segundo o subsecretário de Vigilância em Saúde, Eduardo Prosdocimi, o diagnóstico rápido é vital, uma vez que o tratamento da febre amarela difere drasticamente do manejo da dengue, podendo exigir suporte complexo, como transfusões de plasma.
Embora a fase inicial apresente febre súbita, calafrios e dores musculares – sintomas comuns a várias enfermidades -, a evolução para icterícia (pele amarelada), insuficiência renal e sangramentos indica a forma grave da febre amarela. A orientação é que o cidadão procure primeiro uma Unidade Básica de Saúde (UBS) para avaliação e, em casos de agravamento, as UPAs ou hospitais.
A imunização segue como o pilar central da prevenção. Segundo os registros, Minas totalizou 84,12% de vacinação até novembro de 2025 e R$ 100 milhões foram investidos em unidades de “Vacimóveis’’. Já a previsão para 2025-2026, inclui um montante de R$ 210 milhões e está reservado para intensificar a vacinação em todo o território mineiro.
A vacina é gratuita e disponível em todos os postos de saúde do Estado para quem ainda não completou o esquema vacinal.