Órgão estadual completa vinte e quatro anos no mês de janeiro
Ao completar 24 anos de fundação neste mês de janeiro, o Instituto de Desenvolvimento do Norte e Nordeste de Minas Gerais (Idene) apresenta um balanço histórico. O órgão encerrou o ano de 2025 com um crescimento de 87% no volume de itens entregues a produtores rurais, feirantes e famílias em situação de vulnerabilidade. O salto foi de 27.933 itens em 2024 para expressivos 52.227 repasses no último ano.
Segundo o diretor-geral do instituto, Henrique Oliveira Carvalho, o incremento reflete o foco nas demandas reais da população. “Nosso compromisso é transformar a vida das pessoas com políticas públicas eficazes no Norte e Nordeste mineiros”, pontuou o gestor.
NUTRIÇÃO E APOIO SOCIAL
Um dos destaques do último ciclo foi o lançamento do programa Leite para a Primeira Infância, realizado em parceria com a Sedese. A iniciativa, voltada para crianças de 2 a 6 anos, distribuiu 943 mil litros de leite, beneficiando 21 mil famílias. Beneficiários como Maria Érica Rocha, moradora de Coração de Jesus, destacam o impacto direto no orçamento doméstico: “É uma ótima ajuda para quem é de baixa renda”, relatou.
O combate à seca ganhou o reforço de tecnologia sustentável. O Idene instalou nove kits fotovoltaicos em oito municípios – incluindo Grão Mogol, Mirabela e Francisco Dumont – para energizar poços artesianos via luz solar.
A medida gera impacto financeiro imediato para as prefeituras. Em Lassance, por exemplo, a economia estimada é de R$ 5 mil mensais. De acordo com Alisson Vinicius Soares, gestor de convênios local, esse recurso poupado será reinvestido na expansão da rede de distribuição de água. Além dos kits solares, a segurança hídrica foi reforçada com a doação massiva de tubos de PVC e reservatórios.
O fomento ao pequeno empreendedor também apresentou índices superiores aos de 2024. O instituto viabilizou a presença gratuita de 85 expositores em nove grandes feiras regionais, superando as seis edições do ano anterior. O modelo de apoio inclui a montagem de estandes individuais, permitindo que artesãos como o artista plástico Maelson Nunes Silva, de Ladainha, fechem negócios imediatos e encomendas futuras.