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A arte de cuidar: Luciano Guedes e o legado de 66 anos da Minas Brasil

Luciano Guedes une o rigor técnico da ciência milenar à filosofia de gestão humanizada para perpetuar o impacto da Minas Brasil na saúde do Norte de Minas

A arte de curar não nasceu em laboratórios modernos, mas no colo das civilizações antigas, dos tabletes de argila da Mesopotâmia aos jardins botânicos medievais. Hoje, as prateleiras da Drogaria Minas Brasil guardam mais que caixas. Elas preservam milênios de experimentações acumuladas em figuras como Galeno, alquimistas imperiais e até mesmo Jesus Cristo. Para o diretor da Minas Brasil, Luciano Frederico Paixão Guedes, celebrar o Dia do Farmacêutico é honrar essa linhagem sagrada: “É a profissão mais antiga do mundo. Está na Bíblia, no Eclesiástico. Eu costumo dizer que Deus também é farmacêutico, pois as técnicas para o óleo da unção, usando raízes e flores, já eram ciência farmacêutica. A profissão de farmacêutico é muito bonita”, resume o empresário.

Nesta terça-feira (2), a celebração é a tradução de uma vida inteira dedicada ao balcão. O empresário Luciano Guedes compartilha, que já queria ser farmacêutico antes mesmo de saber que existia a profissão. E hoje, não apenas gerencia um dos maiores símbolos de saúde do coração Norte de Minas, mas honra uma herança que começou com o exemplo do seu pai, Ivan de Souza Guedes e sua mãe Mercês Paixão. Em 1958, Ivan deu início a um sonho que se tornaria também seu.

UM SONHO QUE NASCEU NO BALCÃO

A trajetória de Luciano Guedes não começou nos livros de Química de Ribeirão Preto (SP), na Unaerp, onde se formou, mas aos sete anos de idade. “Eu já queria ser farmacêutico antes mesmo de saber que a profissão existia”, recorda. O espelho era o pai, que no número 50 da Rua Doutor Santos, transformava o atendimento farmacêutico em uma missão de vida. Luciano cresceu entendendo que “descansar trabalhando” era um privilégio e já na infância já se apaixonava pelo ofício de cuidar e servir. Entre o dever de casa feito no escritório da farmácia e o auxílio nos embrulhos de medicamentos, ele absorveu a essência da gestão, do pertencimento e também da paixão pelo ofício.

A FARMÁCIA COMO MISSÃO DE SERVIR O PRÓXIMO

Para Luciano Guedes, a farmácia vai muito além da dispensação de medicamentos. Aprendeu com o pai e com a própria Minas Brasil, que tudo se baseava em servir o próximo. “Meu pai sempre teve como missão servir o próximo. Ele trabalhava em farmácia desde a adolescência até abrir a Minas Brasil. E ele foi passando para nós essa cultura de servir o próximo. E quando você serve o próximo, você automaticamente está levando em conta a questão de saúde’’

O farmacêutico e empresário aprendeu que o lucro nunca superou o propósito. Ele recorda um episódio emblemático de quando a rede tinha apenas duas filiais: ao ver uma cliente sair sem o esmalte que desejava, seu pai, Ivan, interveio imediatamente. Mesmo sendo informado de que buscar o produto na unidade de Janaúba custaria mais caro que a própria venda, a ordem de Ivan foi categórica: “Pague mais caro, mas entregue o que o cliente precisa”. O esmalte foi buscado e entregue na casa da cliente. “Nem tudo se resume à venda. O foco principal é servir”, diz Luciano.

A FARMÀCIA PARA ALÉM DA PRATELEIRA

Muitas vezes, o público enxerga o farmacêutico apenas como o profissional atrás do balcão, mas Luciano faz questão de desmistificar essa visão limitada, revelando a grandiosidade da carreira. “O leque farmacêutico é extremamente grandioso”, pontua. Ele detalha áreas que poucos associam à profissão, como a perícia criminal e a análise de solos. Compartilha que o farmacêutico é o guardião da química em diversas esferas: da autópsia para identificar intoxicações ao desenvolvimento de embalagens que conservam alimentos por longos períodos.

O farmacêutico destaca ainda que essa versatilidade é o que torna a ciência farmacêutica apaixonante. “Se você não gostar de indústria, pode ir para a manipulação. Se não gostar, pode trabalhar com análises clínicas, homeopatia ou até na agronomia, desenvolvendo produtos para evitar o uso de agrotóxicos”. Essa visão generalista foi o que o motivou a buscar especializações em áreas tão distintas quanto a Farmacologia, a Farmacotécnica e a Cosmetologia. Para ele, o farmacêutico é um cientista em constante movimento, capaz de atuar no desenvolvimento de uma vacina até o controle de qualidade de um cosmético de luxo.

O EQUILÍBRIO ENTRE A CIÊNCIA E A GESTÃO

O desafio de equilibrar o rigor farmacêutico com o varejo competitivo foi vencido pela sinergia familiar. Luciano relata com saudosismo como o pai o ensinou o valor de cada centavo: “Papai dizia que de R$ 100, ficávamos só com dois, por isso precisávamos vender muito e servir bem”. Essa mentalidade permitiu que a marca atravessasse décadas, modernizando-se com sistemas de inteligência de dados, mas sem perder o toque humano.

Sob a liderança dele, a Minas Brasil, que conta com uma história de 66 anos, tornou-se um baluarte da saúde pública regional. Durante a pandemia, a empresa liderou o ranking nacional de exames laboratoriais de Covid-19, Dengue e Chikungunya, um reflexo do compromisso em servir a população nos momentos mais críticos.

O rigor técnico também é inegociável. Luciano implementou na manipulação todas as certificações possíveis no Brasil, tornando a Minas Brasil a única do país com o ciclo completo de selos de qualidade (ISO 9001 e SINAN). “Respeitamos integralmente o receituário médico. É muito comum ainda no segmento fazer troca de medicamento. O que o médico transcreveu, tem que ser ele’’, pontua, lembrando que a ética sempre guiou a família, mesmo quando isso significava retirar produtos das prateleiras antes mesmo de proibições oficiais, priorizando o bem-estar do cliente sobre o lucro.

A FÓRMULA SECRETA DO SUCESO

A longevidade da Minas Brasil não é fruto do acaso ou apenas de uma marca consolidada, mas sim do investimento massivo no capital humano e na mudança de mindset. Luciano Guedes não se limita ao papel de gestor de números, ele atua também como um mentor de pessoas. Com formação em Coaching Integral Sistêmico e Programação Neurolinguística (PNL) pelo método de Paulo Vieira, o empresário transporta as ferramentas de alta performance para o dia a dia da empresa. Pessoalmente ministra treinamentos intensivos de 16 horas para seus colaboradores. O objetivo é pedagógico e filosófico: instigar a percepção de que qualquer ser humano pode ascender e prosperar, desde que cultive uma mentalidade de crescimento constante.

A estratégia de expansão da rede também é guiada por uma análise cirúrgica do microclima de cada região onde a farmácia se instala. Luciano aplica uma técnica de “mergulho na microrregião”, onde os gerentes são treinados para entender a dinâmica social ao redor de cada loja. Um exemplo prático foi a unidade do bairro Delfino: inicialmente, a loja não abria aos domingos devido à baixa demanda aparente. No entanto, ao analisar o comportamento local, a gestão percebeu que a “feirinha do bairro” atraía um fluxo enorme de pessoas justamente nesse dia. “A gente faz esse trabalho de seis meses com a gerência para entender o que está acontecendo na microrregião antes de passar para o macro”, explica. Essa sensibilidade para o detalhe permite que a Minas Brasil não seja uma rede fria, mas uma vizinha atenta às necessidades de cada comunidade.

Para sustentar essa operação complexa, Luciano utiliza o que há de mais moderno em inteligência de mercado. Ele monitora em tempo real indicadores que vão muito além do faturamento bruto. Em seu painel de controle, é possível visualizar a performance por colaborador e por setor. “Dados sem implementação não servem para nada”, sentencia Luciano. Para ele, a tecnologia só tem valor se for convertida em ação imediata. Se um dado aponta uma queda na manipulação ou uma falha no atendimento, a correção é feita na base da gestão, unindo a frieza dos números com a capacidade humana de execução.

DA TRADIÇÃO À INOVAÇÃO: O NOVO HORIZONTE COM A BEAUTY

A inquietação empreendedora de Luciano o levou a expandir os horizontes para além dos medicamentos tradicionais. A inauguração do novo empreendimento, a Loja Beauty na Rua Camilo Prates, onde era o Banco Mercantil perto da Loja Matriz e de Manipulação, é um exemplo de agilidade e visão de mercado. Em apenas 45 dias, o projeto saiu do papel para ocupar um nicho que a farmácia comum não podia atender devido a restrições regulatórias: as linhas profissionais de estética e cuidados capilares, como a L’Oreal Profissional.

Essa expansão demonstra que a Minas Brasil sabe se adaptar sem perder sua essência. Enquanto a farmácia cuida da saúde e da patologia, os novos braços do grupo cuidam da autoestima e do bem-estar estético. É um ecossistema completo de cuidado. Luciano entende que o mercado mudou, que as margens dos medicamentos estão cada vez mais estreitas e que a sobrevivência de um legado depende da coragem de inovar, seja abrindo uma nova linha de produtos ou voltando para a roda de capoeira para higienizar a mente e renovar as energias.

ALÉM DAS FÓRMULAS: CAPOEIRA E COMUNIDADE

A faceta de Luciano como mestre de capoeira revela o homem por trás do empresário. Para ele, a capoeira é sua “higienização mental”, uma arte que ensina resiliência e foco. Esse mesmo espírito de apoio à cultura e ao esporte transborda para a Minas Brasil, que patrocina desde eventos médicos a rodas de capoeira, reafirmando seu papel como agente social em Montes Claros.

Mas é na gestão que a sua “ginga” se prova mais necessária. Luciano deixa claro que trabalha exaustivamente para cultivar conhecimentos dos mais diversos: da farmácia, capoeira à neurolinguística, para que o legado iniciado pelo pai continue a crescer e dar frutos.

Ao celebrarmos o Dia do Farmacêutico, a história da Farmácia Minas Brasil e de Luciano Guedes serve como um lembrete de que, por trás de cada fórmula manipulada e cada teste realizado, existe um legado humano de cuidado. Um legado que começou com um menino observando o pai no balcão e que hoje sustenta a saúde e conquista a confiança e o coração do Norte de Minas.

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