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Comissão de Saúde debate falta de vacinas

Arlen Santiago realiza audiência pública nesta terça para debater sobre a falta de vacinas em Minas

Deputado Arlen Santiago quer esclarecer escassez do imunizante em Minas

A Comissão de Saúde da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) vai realizar, nesta terça-feira, 3, audiência pública para debater a falta de vacinas, especialmente infantis, nos municípios mineiros. Solicitada pelo presidente da comissão, deputado Arlen Santiago, do Avante, a reunião ocorrerá às 13h30, no Auditório José Alencar.

Segundo o parlamentar, é urgente discutir a escassez de vacinas em Minas Gerais. Como relatou, ultimamente, muitos municípios não têm conseguido cumprir a meta de cobertura vacinal devido à falta dos imunizantes.

“O Ministério da Saúde não tem sido capaz de atender às necessidades dos estados e nem de organizar adequadamente a distribuição. Além disso, a população está começando a temer as vacinas, especialmente as produzidas com mRNA”.

Para a reunião foram chamados representantes da Secretaria de Estado de Saúde, do Ministério Público, do Conselho de Secretarias Municipais de Saúde de Minas Gerais (Cosems/MG), da Federação das Santas Casas e Hospitais Filantrópicos de Minas Gerais, da Associação Mineira de Municípios (AMM), além de secretários municipais de saúde de diversos municípios mineiros.

FALTA DE IMUNIZANTES

Conforme noticiado pela imprensa, em setembro deste ano, municípios têm relatado falta de insumos essenciais para garantir a cobertura vacinal em Minas e no País.

Pesquisa da Confederação Nacional de Municípios (CNM) mostrou que seis em cada dez cidades passavam pelo problema há mais de 30 ou 90 dias. De acordo com o levantamento, feito com 2.415 municípios, foi registrada falta, sobretudo, do imunizante contra a Varicela, utilizada para fazer o reforço das crianças de 4 anos contra a catapora.

A vacina para proteger as crianças contra o vírus da Covid-19 foi a segunda mais em falta, seguida pela Meningocócica C, a qual protege as crianças contra bactéria que pode causar infecções graves e fatais, como a meningite. Também foram apontadas como em falta a Tetraviral, que combate sarampo, caxumba, varicela e rubéola, a Hepatite A e a DTP, que combate a difteria, tétano e coqueluche.

Naquele momento, a CNM explicou que o Ministério da Saúde é o responsável por fazer a aquisição e a distribuição de todas as vacinas do Calendário Nacional de Vacinação para os municípios, e os estados de prover seringas e agulhas para que os entes locais possam realizar a vacinação na população.

A entidade cobrou do Ministério da Saúde imunizantes para que os municípios prossigam com a vacinação e alertaram para a possibilidade de surtos de doenças em função do problema.

Em resposta, como foi veiculado, o Ministério da Saúde detalhou que os problemas enfrentados estão relacionados principalmente à fabricação, à logística e à demanda. Para contornar os problemas, a pasta informou tentar formas alternativas de aquisição, principalmente via Organização Pan-Americana da Saúde.

A Associação Mineira de Municípios (AMM) também fez levantamento pelo Estado e registrou desabastecimento em todos os municípios pesquisados (211 das 853 cidades mineiras) para algum imunizante pelo menos.

Arlen Santiago realiza audiência pública nesta terça para debater sobre a falta de vacinas em Minas

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