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Projeto de prevenção à morte por engasgo é aprovado

Mais de 2 mil pessoas morreram vítimas de engasgo no Brasil, em 2023, segundo levantamento realizado pelo gabinete do vereador Rodrigo Cadeirante, da Rede.

Mais de 2 mil pessoas morreram vítimas de engasgo no Brasil, em 2023, segundo levantamento realizado pelo gabinete do vereador Rodrigo Cadeirante, da Rede. Um problema muitas vezes negligenciado, mas que está cada vez mais comum. Por isso, ele propôs e a Câmara Municipal de Montes Claros aprovou, na manhã dessa terça-feira, projeto de lei de sua autoria, tornando obrigatória nos estabelecimentos que comercializam alimentos, a afixação de cartazes, em local visível, ensinando os clientes a executarem a chamada manobra de Heimlich – procedimento simples, mas que pode salvar vidas.

O objetivo da técnica, descrita em 1974 pelo Dr. Henry J. Heimlich, médico cirurgião torácico estadunidense, é simular a tosse, por meio da elevação do diafragma e aumento da pressão intratorácica, de modo que se consiga expulsar o corpo estranho das vias aéreas.

A manobra pode ser feita por uma pessoa em outra ou em si mesma. “Não se trata apenas de um projeto, mas de alcançar o mais nobre dos objetivos, que é salvar vidas”, enfatizou Rodrigo Cadeirante, citando experiência vivida na própria família. Um tio seu faleceu, vítima de engasgo.

Além de apresentar o projeto, o vereador está desenvolvendo uma série de ações no mesmo sentido, como, por exemplo, solicitar à presidência da Câmara Municipal que adote treinamento dos seus servidores para a execução do procedimento, o mesmo se aplicando à Prefeitura, incluindo todas as secretarias.

O autor do projeto lembrou, ainda, do salvamento de uma senhora pelo guarda municipal Adílson Quaresma, que se valeu da manobra. O caso ocorreu na Escola Municipal Mestra Fininha, no bairro Ciro dos Anjos, no ano passado.

CONDUTA EM ADULTOS E CRIANÇAS – Posicionar-se atrás da vítima em pé ou de joelhos, a depender da altura de quem está sofrendo o engasgo; Envolver os braços no entorno da vítima, posicionando uma das mãos fechada e com o polegar voltado para o abdome na linha média entre o apêndice xifóide e o umbigo da vítima; A outra mão deve ser posicionada firmemente em cima da mão que está em contato com o abdome da vítima; Devem ser aplicadas compressões rápidas, pressionando a região para dentro e para cima, em um movimento que simule a letra jota; A manobra deve ser realizada até que o objeto saia ou até a vítima não estar mais responsiva.

CONDUTA EM LACTANTES – Posicionar o bebê em decúbito ventral no antebraço, o qual deve estar apoiado na coxa ipsilateral, de modo que a mão sustente a cabeça do bebê pela mandíbula, sem comprimir partes moles ou obstruir o nariz da vítima. A cabeça do bebê deve estar mais inferior em relação ao tórax; Devem ser feitas 5 pancadas vigorosas entre as escápulas; Posicionar o antebraço livre no dorso do bebê, apoiando a região occipital com a palma da mão, e virá-la lentamente de modo que ela fique em decúbito dorsal e que o antebraço seja apoiado na coxa do socorrista; Devem ser aplicadas 5 compressões torácicas com os dedos indicador e médio na metade inferior do esterno do lactente, na frequência de uma compressão por segundo. As manobras devem ser repetidas até que haja desobstrução ou que a vítima se torne não responsiva.

CONDUTAS ESPECIAIS – No caso de vítimas grávidas ou obesas, as compressões devem ser realizadas no tórax. A pessoa que presta socorro deve se posicionar atrás da vítima e envolver o tórax da vítima com os braços e realizar a compressão na região do esterno, evitando o apêndice xifóide.

Projeto de prevenção à morte por engasgo é aprovado
Rodrigo Cadeirante aponta importância da iniciativa para preservação da vida

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