O poeta e norte-mineiro e criador do Psiu Poético Aroldo Pereira em turnê nacional lançará seu novo livro ‘parangolares’, livro de poesia publicado pela editora paulistana ‘Patuá e vem homenageando o artista plástico Raimundo Collares, nascido em Grão-Mogol, viveu jovem em Montes Claros e residiu por muitos anos no Rio de Janeiro em diálogo permanente com Hélio Oiticica. A vida de Collares sempre foi sofrida e ainda mais conturbada no final, conforme perfil biográfico no site do Museu de Arte Moderna (SP).”Entre 1971 e 1973, viveu em Nova York, Milão e Trento. De volta ao Brasil, passando por dificuldades financeiras e psicológicas, afastou-se do circuito de arte. Apenas no começo da década de 1980 iria retomar a carreira. O lance trágico viria em seguida. Depois de uma longa relação poético-visual com os ônibus, acabou atropelado por um deles. Recuperando-se em Montes Claros, morreu em 1986 queimado na cama do hospital em um incidente até hoje sem explicação.”
O livro é um afeto, um afago ao artista plástico que é conhecido em várias partes do mundo, tem obras no museu de arte moderna carioca e tem obras também com vários colecionadores brasileiros e foi compadre do Aroldo Pereira.
A turnê de lançamento do livro tem acontecido; o poeta lançou o livro no Centro Cultural Patuscada no dia dez do mês de novembro, lançou em Belo Horizonte no dia primeiro de dezembro, lançou em Brasília-DF no dia dezenove de dezembro. Também com lançamento no evento Resgate da Alegria no dia vinte e dois de dezembro em Montes Claros. Em 2024 está com lançamento agendado em algumas cariocas, principalmente para o 31 deste mês na Lapa- RJ, entre 18 às 22 horas, lançamento com performance, momento de autógrafos e apresentações diversas com participações de poetas e performares cariocas.
O ‘parangolares’ faz parte de uma trilogia, tríade que o Aroldo Pereira vem desenvolvendo. O primeiro livro foi lançando pela editora carioca a Editora Sete Letras é o ‘parangolivro’ que é uma busca de diálogo com o grande artista Hélio Oiticica que também era amigo do Raimundo Collares. O ‘parangolivro’ ainda está sendo distribuído pela Editora Sete Letras em segunda edição. O ‘parangolivro’ foi adotado em vestibulares e agora o ‘parangolares’, segundo livro da trilogia, busca esse diálogo com Raimundo Collares grande artista da década de 70, final dos anos 60 e que atuou muito nesse cenário da vanguarda brasileira, o Raimundo Collares. E fechando a tríade, sai daqui a dois anos o livro ‘parangosário’ que vai ser um diálogo com o artista plástico Artur Bispo do Rosário. A poesia do Aroldo vem demonstrando esse afeto, essa força e essa busca junto aos artistas plásticos que foram marginalizados, mas que também criarão luzes imensas nas artes plásticas brasileiras o Hélio Oiticica, Raimundo Collares e o Artur Bispo do Rosário.
